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Mãe e filha apaixonadas por empreender

  • Foto do escritor: Jenny Nascimento
    Jenny Nascimento
  • 13 de mar.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 16 de mar.

Olá, me chamo Jenny, e se você conhece a Valentina, provavelmente me conhece também. Mas partindo do pré suposto que a loja da Valen vai bombar (hoje eu acredito que vai), vou escrever esse post para quem vai chegar atráves dos produtos, indicação, divulgação e etc! Em primeiro lugar, acho muito importante reforçar que sou determinantemente contra crianças trabalharem, ainda sou de uma geração que é relativamente normal, crianças sendo expostas nas redes sociais como blogueiros, ou em propagandas publicitárias, mas apesar da vontade de gerar milhares de conteúdos fofos e educativos com meus filhos protagonizando, eu tenho tentado segurar a emoção sempre que posso, então a ideia da loja, surgiu muito organicamente de um desejo da Valentina, de compartilhar e monetizar suas "criações".


Atualmente eu trabalho como Product Manager, e meu papel é basicamente alavancar produtos, priorizar o que deve ser feito para que eles estejam cada vez mais aderentes ao mercado ao qual pretendem atender. Minha primeira formação foi em Arquiteutra e Urbanismo, mas dado o gosto por desafios cabeludos e tech, costumo estar por perto de produtos digitais e financeiros. É muito recente o entendimento da Valentina quanto ao que eu faço, mas desde o período que eu era Arquiteta, gostava que puxar ela de vez em quando pra dar uma espiada. Acredito que isso, somado à uma "cultura maker", foram os ingredientes para a minha menina super poderosa. Eu gosto de impressão 3D, personalizados, maquetes, renderização, modelagem e ela, começou por essas coisas mas foi criando sua propria personalidade, explorando o crochê, dobradura, "paper ducks", "Squishy" e afins...

Além do desejo por criar coisas, a Valen sempre teve um olhar muito atento para arte, coisas que costumam andar juntas. Lembro perfeitamente de ir com ela desde muito pequena em exposições dos museus que eu frequentava, ela fazia muitas perguntas, interagia bastante, contava depois para as pessoas porque eram experiências que não passavem despercebidas. Quando ela ainda tinha pouco mais de 3 anos de idade, nos aventuramos em uma viagem maluca, low cost, passando por várias cidades lindas na Europa (12 ao todo). Eramos só nós! E ela me deu uma perspectiva dessa experiência que ninguém mais poderia: atenta à cada detalhe, observando pra além do óbvio, se empolgando com o subestimado e se entediando com o clichê, tudo segundo a pureza do seu coração infantil e dos seus olhos de que estava à tão pouco tempo no planeta. Acho que foi ali que percebi o quanto é importante dar voz às crianças. Elas precisam se expressar e precisamos que elas se expressem!


Eye-level view of a lush green forest with sunlight filtering through the trees

Valen em Paris, no meio de uma aventura maluca que nos enfiamos <3


E como chegamos na monetização disso?


Honestamente, eu não sei dizer com precisão, mas vou narrar o que lembro e acredito e também quando isso tudo ficou mais "consciente". Em casa, temos o hábito de trocar massagens, e em algum momento surgiu a proposta: "faz massagem no meu pé que te dou alguns reais". Isso, somado ao fato de darmos uma pequena mesada para Valentina (pequena mesmo, coisa de menos de 50 reais), fez com que ela começasse a entender aos poucos o custo das coisas, que dinheiro não é infinito e que, eventualmente, podemos trocar algo que temos ou que sabemos fazer por algo que alguém tem ou sabe fazer (chamado também de escambo). Às vezes, o que eu preciso não é exatamente o que o outro sabe fazer, então o outro me dá o famigerado dinheiro, e em outro momento eu posso repetir essa ação! Dessa forma, indiretamente, por intermédio do dinheiro, as pessoas vão trocando suas coisas e habilidades por novas coisas e habilidades. Acho que esse foi o primeiro passo para que, um belo dia, a Valen estivesse querendo vender até os fios de cabelo. Quando isso aconteceu, eu já era casada com o Cleiton, que é também o padrasto dela, e tivemos que ser críticos: de onde vem esse desejo da Valen de ter coisas? E o de ter dinheiro para poder ter coisas? Conversamos todos juntos sobre consumismo, sobre o destino final do lixo, sobre a "origem das coisas" e também alguns aspectos sociais que envolvem dinheiro.

E daí pra frente, foi mais ou menos o que narramos na apresentação desse site: a Valen entendeu, mas continuou interessada nesse processo "empreendedor" de poder fazer, organizar, divulgar e, por fim, vender coisas, e em dado momento, pediu para deixarmos vender algumas de suas produções em crochê. Não botei fé no início, que ela teria responsabilidade para organizar isso, mas teve! Então percebemos que, com o devido suporte e orientação, que garanta que o foco sempre estará no que realmente importa, não tem nada de mais em "produtizar", afinal não é nada mais nem nada menos do que eu mesma faço em série para ganhar a vida!







 
 
 

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